A obra apresenta um mosaico visual construído a partir de imagens de cobogós capturados sob a incidência da luz solar, explorando o jogo entre sombra, luz e a poética de suas geometrias. Por meio da repetição e justaposição fotográfica, o trabalho revela como esses elementos vazados funcionam como mediadores visuais entre o interior e o exterior, transformando o concreto em algo efêmero. Dessa forma, propõe-se uma profunda reflexão sobre a estética da arquitetura vernacular brasileira, evidenciando sua capacidade de gerar ritmos visuais e atmosferas que ultrapassam a função utilitária. O resultado é uma composição onde a luz, ao atravessar os vãos, desenha temporalidades e ativa uma percepção sensível do espaço urbano.